©2018 by Crítica e Diálogo. Proudly created with Wix.com

Festil - Festival de Teatro Estudantil de Gravataí

November 21, 2019

 

 

 

O Festil - Festival de Teatro Estudantil de Gravataí se torna um encontro. O encontro pessoal entre minha alma com a jovem arte. O encontro entre artistas banhados em suas humildes observações. Usam o palco para ousar, transformar e tornar viva suas vozes e manifestações. Pulsando de anseio para trazer ao mundo um diálogo que habita em cada um. O Festil torna-se um respirar para quem acredita no futuro do Brasil. Neste quatros dias, dezenove espetáculos mostraram que a arte está mais viva do que nunca. Poder estar entre essas manifestações, fez com que uma transformação de corpo e alma acontece-se. A oportunidade de estar conversando, abraçando e me aproximando de cada um, fez com que me desse ânimo, de continuar nesse glorioso caminho. Movimentos assim, como o Festil, se tornam a representação que a arte individual, espalhada pelo nosso Estado (RS), ganha força quando se torna um coletivo de artistas, todos no mesmo rumo - o teatro.

 

E por isso, o palco do Festil se tornou um local de encontrar tesouros, que podem enriquecer o mundo. Só o tempo transforma o seu valor em algo cada vez mais almejado. Pois o tempo constrói sabedoria, paciência e transforma nossa observação. E quando estamos diante da arte, que possamos nos tornar pesquisadores dessa sabedoria e dela fluir nas palavras, ações, provocações e diálogos com o mundo. O mundo que habita em nós e no outro. Digo isso, pelo fato de perceber cada detalhe desses nos espetáculos apresentados.

 

Antes de tudo, via-se diretores, que também atuam como mestre da educação, buscando em seus momentos de solitudes a compreensão para conduzir seus trabalhos. Todos estavam envolvidos em contar suas histórias, dar vida aos seus personagens e fazer o exercício de atuação. Este que deve sobressair a técnica, que a cada novo fazer, torne-se mais orgânica. Nesse processo de identificação e empatia com o enredo, personagens, tempo, lugar e ação, leva o artista a compartilhar com sabedoria, charme, humor e sutileza as próprias experiências da vida. No filme Pacarrete, do diretor Allan Deberton, a protagonista diz “Minha cabeça é cheia de palavras. E se não gritar eu fico louca!”. Essa loucura que se torna coragem nas mãos de cada grupo que subiu no palco do Festil e ali trouxe diálogos delicados. Pois muitos tiveram que enfrentar medos, anseios e até ultrapassar limites para estarem ali. Este processo também abraça os diretores, técnicos, figurinistas, dramaturgos, que nunca deixaram de acreditar na arte.

 

Essas observações, colocadas acima, passaram de diferentes formas nas percepções de cada avaliador - José Henrique Alves, Viviane Juguero e Wagner Padilha. Cada qual levantou apontamentos que estivessem coerência com seu próprio conhecimento. Ao ouvir nós três, percebia que todos estavam caminhando no mesmo rumo. Este movimento que também se torna um exercício para quem assume o papel de avaliador de festival. Que nada mais é, observar apontamentos que passam despercebidos no processo de construção da peça. Pois quando estamos imerso na criação, o envolvimento é tanto que naturalmente deixamos algumas coisas escapar do nosso ver. E como faróis, os avaliadores trazem uma sugestão que pode provoque um diálogo entre o grupo. E gentilmente nós três, buscamos na amorosidade as palavras de sabedoria para auxiliar a todos essa metamorfose artística.

 

O mais belo de tudo isso é que essa manifestação chamada Festil - Festival de Teatro Estudantil de Gravataí reina no coração de Izabel Cristina da Silveira, que é a materialização do festival. Pois ela acredita neste movimento e faz com que ele sempre tenha fôlego de vida. Sua dedicação transborda oportunidade para conhecermos tantos jovens, que através da arte encontram à vida. Que a cada “Festil” possa ser uma oportunidade para Izabel e a cidade de Gravataí, ter a sensibilidade de enraizar em suas almas e a filosofia humana. Que não é particular dela, mas que se estende aos diretores: Dennys D’Almeida e Natália Monteiro, Carlos Albani, Vanderlei Cardoso, Igor Ramos, Silvana Maciel e Silvia Maciel, Roberta Ribeiro, Alessandra Bier, Anderson Morais Demutti, Juliana Nunes, Vitor Assis, Francielli Machado, Guilherme Lourenço, Pedro Reisdorfer, Santusa de Fátima Ramos Soares, Henrique Gonçalves, Angela Xavier, Fabiano Hanauer Abegg, Gilberto Fonseca, Patrícia Maciel, Mariana Vellinho, Marise Damin, Sheila Gomes, Josiane Franco Costa, Anelisa e Karen, Ana Lucia Dal Bello Polo, Marília Nunes Puntel e Giovana Brito. 

 

Tudo isso acontece pelo fato da cidade de Gravataí ainda compreender que o mundo é extenso e que existe inúmeras formas de construção humana, uma delas é a arte, o teatro. O palco do Festival de Teatro Estudantil de Gravataí foi promovido pela  Prefeitura Municipal de Gravataí, através da SMCEL - Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Lazer, e Sesc Gravataí, com apoio institucional da SMED - Secretaria Municipal de Educação, IEACEN - Instituto de Artes Cênicas e o Coletivo Interior em Cena. Belíssimo a sensibilidade de todos vocês em manter este Festival, que neste ano abraçou todo o Estado do Rio Grande do Sul. Tornando dessa forma uma referência de responsabilidade cultural para nossa nação. Vida longa ao Festil !!!

 

Please reload

Our Recent Posts

December 5, 2019

November 19, 2019

Please reload

Archive

Please reload

Tags

Please reload